Para observar as novas mudanças
Esperou ansioso por isto
Assim como esperou todas as outras vezes
Estava tudo em sua perfeição eterna
Pois a primeira visão fazia pensar
Como sempre o fez
Que tudo nasceu assim
Em seu estado perfeito
Os rodapés medidos em cada detalhe
Lembrando os antigos grandes salões
As mesas tão bem arrumadas
O detalhe das portas
Eram assombrosos em beleza
Cada cor emitia uma alegria calma
E em todo aquele som inexistente, ouvia-se:
Não é festa! - reprisava o silêncio mudo
Apreciava cada detalhe
Cada sombra que surgia e ia
A matização das cores nobres
A pobreza rica das cores pobres
Em seus olhos via-se a nuance de lágrimas
Pois era sabido que tornaria jamais
A ver algo tão belo, tão limpo
Tudo que ele tinha era o conhecimento imortal das palavras
E agora
As vozes que antecipavam com imprecisão cada fato
A única esperança que estas traziam era a moça
Aquela paixão que ele não conhecia
Mas estas diziam que lá estava
Em algum lugar desconhecido
Perdido
Eram portento as coisas que via
Mas a espera na moça fazia-se imponderável
O vento soprou as cortinas quebrando a estática do ambiente
Acusando que a porta fora aberta
E no momento em que visa a porta
Ele vê
E eis aí a inveja de todo cego
Pois a certas pessoas não foi dado o dom
Este dom do amor à primeira vista
E daquele instante
Que nem o tempo ousou medir
Apaixonou-se por cada detalhe daquela que via vindo
Era mais rica em detalhes que o próprio salão
Era mais rica em cores que o próprio salão
Era mais que o que ele próprio conhecia
Nunca havia visto coisa tão linda
Nunca
Ela não precisava falar, mas falou
Nem sorrir, mas sorriu
- Oi amor! - surgiram tais fonemas numa linda voz
Procurou lembrar de outro som mais belo
E torturava-se por não conseguir lembrar
Nem de algo que fosse parecido
"Oi Amor!" ressoava em sua mente
A idéia era fazer lembrar dum amor antigo
Mas só lembrava do amor que acabara de surgir
Já não eram nuances de lágrimas
Eram lágrimas e nuances
Que andavam lentamente pelo rosto
Pois tudo que ele mais amava
Tentava relembrá-lo de uma vida a dois
De momentos que escutados
Faziam tê-lo inveja mortal
Desde outro ser que um dia ele foi
Cada cena relembrada dum passado inexistente
Mas real no mundo daquela jovem
Era o sonho realizado dela
O desejo incurável dele
Mas um outro
Que já se foi
Os viveu
E sua expectativa era ter os seus momentos próprios
E como todos os dias
Ela o conquistava
Um novo homem
Assim simples
Entrando pela porta
E este homem a fazia esquecer dos outros todos
E a reconquistava
Dando a ela momentos novos
Melhores
Mas na sua infelicidade
O dia sempre termina
E ela parte do salão
Pra encontrar um novo homem amanhã
E ele parte do salão
Pra seu lugar de descanso
De morte
Ele se deita com a lembrança dos beijos dela
Dos imortais detalhes dela
Que vão viver eternamente em sua memória
Seus olhos se fecham
A morte o leva mais uma vez
O sol renasce um novo homem
Guiado por vozes para lugares lindos
Que este jamais ousou visualizar
Um homem que sempre foi apaixonado por cores
Mas que era preparado uma única vez na vida
Todos os dias
Para uma moça amar
(2008)
Esperou ansioso por isto
Assim como esperou todas as outras vezes
Estava tudo em sua perfeição eterna
Pois a primeira visão fazia pensar
Como sempre o fez
Que tudo nasceu assim
Em seu estado perfeito
Os rodapés medidos em cada detalhe
Lembrando os antigos grandes salões
As mesas tão bem arrumadas
O detalhe das portas
Eram assombrosos em beleza
Cada cor emitia uma alegria calma
E em todo aquele som inexistente, ouvia-se:
Não é festa! - reprisava o silêncio mudo
Apreciava cada detalhe
Cada sombra que surgia e ia
A matização das cores nobres
A pobreza rica das cores pobres
Em seus olhos via-se a nuance de lágrimas
Pois era sabido que tornaria jamais
A ver algo tão belo, tão limpo
Tudo que ele tinha era o conhecimento imortal das palavras
E agora
As vozes que antecipavam com imprecisão cada fato
A única esperança que estas traziam era a moça
Aquela paixão que ele não conhecia
Mas estas diziam que lá estava
Em algum lugar desconhecido
Perdido
Eram portento as coisas que via
Mas a espera na moça fazia-se imponderável
O vento soprou as cortinas quebrando a estática do ambiente
Acusando que a porta fora aberta
E no momento em que visa a porta
Ele vê
E eis aí a inveja de todo cego
Pois a certas pessoas não foi dado o dom
Este dom do amor à primeira vista
E daquele instante
Que nem o tempo ousou medir
Apaixonou-se por cada detalhe daquela que via vindo
Era mais rica em detalhes que o próprio salão
Era mais rica em cores que o próprio salão
Era mais que o que ele próprio conhecia
Nunca havia visto coisa tão linda
Nunca
Ela não precisava falar, mas falou
Nem sorrir, mas sorriu
- Oi amor! - surgiram tais fonemas numa linda voz
Procurou lembrar de outro som mais belo
E torturava-se por não conseguir lembrar
Nem de algo que fosse parecido
"Oi Amor!" ressoava em sua mente
A idéia era fazer lembrar dum amor antigo
Mas só lembrava do amor que acabara de surgir
Já não eram nuances de lágrimas
Eram lágrimas e nuances
Que andavam lentamente pelo rosto
Pois tudo que ele mais amava
Tentava relembrá-lo de uma vida a dois
De momentos que escutados
Faziam tê-lo inveja mortal
Desde outro ser que um dia ele foi
Cada cena relembrada dum passado inexistente
Mas real no mundo daquela jovem
Era o sonho realizado dela
O desejo incurável dele
Mas um outro
Que já se foi
Os viveu
E sua expectativa era ter os seus momentos próprios
E como todos os dias
Ela o conquistava
Um novo homem
Assim simples
Entrando pela porta
E este homem a fazia esquecer dos outros todos
E a reconquistava
Dando a ela momentos novos
Melhores
Mas na sua infelicidade
O dia sempre termina
E ela parte do salão
Pra encontrar um novo homem amanhã
E ele parte do salão
Pra seu lugar de descanso
De morte
Ele se deita com a lembrança dos beijos dela
Dos imortais detalhes dela
Que vão viver eternamente em sua memória
Seus olhos se fecham
A morte o leva mais uma vez
O sol renasce um novo homem
Guiado por vozes para lugares lindos
Que este jamais ousou visualizar
Um homem que sempre foi apaixonado por cores
Mas que era preparado uma única vez na vida
Todos os dias
Para uma moça amar
(2008)
Um comentário:
*portento: maravilha, fenômeno, milagre
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