quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pérola

Oh pérola minha
Da aurora que já morreu
Sejas p'ra sempre
Sempre minha
Que serei p'ra sempre
Sempre teu

Ninguém te dará
O que dou-te eu!
Se ninguém o dar
Eu dou-te sempre
O que ninguém te deu

Pois és deste mar
Pérola única
Do meu amargor
Único mel
És minha veste
Minha túnica
Onde me escondo
Sob o aberto céu

Você

E das belezas que encontro
Já nem sei mais que digo
Nos teus olhos pura beleza encontro
Tua riqueza faz-me sentir mendigo

Inspiro-me em tudo e tudo escrevo
Faço versos p'ra escrever à vida
A vida que que seus olhos dão
Que domina, como livre escravidão

Em cada foto, Em cada movimento
Eu encontro mais, sempre mais beleza
Isso só não é paixão, tenho já certeza
É minha obsessão , É meu contento

Eu não quero ser amigo só
Quero ser adimirador eterno
Ter de tua alma mais folego
Tornar-me algo melhor, maior

Perdoe-me por não ser teu desejo
Mas não posso sê-lo assim
Não seria eu próprio, com meu zelo
Se tua boca viesse até a mim

Mas saibas anjo meu, que se cala
Que eu todos os dias a vejo aqui
Como no sagrado dia em que vi
Seus olhos perto, iluminado minh'alma

Meu Desejo

Quero iluminar meus dias
Cada um deles
Com a luz de teu olhar
E dar a meus dias mais desejo
Apimentando todos eles
Com o sabor de teu beijar

Meus sonhos me levam
Mesmo não querendo
A desejar estar do seu lado
Mesmo não podendo

Mata em mim essa agonia
Mente que não sou ninguém
Mente que eu fingo acreditar
Diga que sempre amou um outro alguém

Diz que em mim jamais pensou
Deixe que eu em minha loucura acredite
Fale que tudo não passou de um sonho
Que tudo que vi, de fato, não existe

Pois todos os dias contigo sonho
E todos os dias, em outros braços repousas
E mesmo sendo tortura pensar em tais coisas
Uma esperança de você eu alimento

Não diga-me mais: olá!
Pois o que mais quero, é a ultima coisa que desejo
Seu doce e amargo adeus