sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A Procura da Felicidade

Há algum tempo foi lançado um filme com o mesmo título deste texto, onde um homem encontra a dita felicidade ao conquistar um grande sonho. Há quem trate a felicidade como uma lenda real que somente alguns encontram, mas ela está lá, em algum lugar. Uma ideia parecida com aquele desenho "Em busca do vale encantado", onde os personagens arriscam suas vidas fugindo dos desastres à sua volta, acreditando e desacreditando que existe um vale onde eles irão poder encontrar segurança e conforto. Bem, também existem aqueles que simplesmente não acreditam nela. De certo modo muita gente acaba tratando a felicidade como higiene pessoal, cada um tem a sua e faz ela como bem entender.

Tratar de felicidade de forma tão genérica faz vir à tona aquelas famosas dúvidas: "O que eu faço para ser feliz?" e "O que é felicidade?". Afinal, a gente se acostumou a aplicar medidas em tudo: peso, altura, volume, amplitude, frequência, velocidade, etc. Todas as coisas das quais "temos controle" devem ser plausíveis de métrica. É aí que essa genericidade toda entra em parafuso: onde termina e começa a felicidade? Qual seria o valor aceitável dela? Ela tem um limite mínimo e máximo? Quando pensamos em felicidade, em primeiro lugar, devemos notar que ela não pode ser medida, pois esta fora de nós.

Em nosso tempo é difícil conceber a ideia de que alguma coisa que temos está fora de nosso controle. Usamos agendas, notas, contratos, enfim, milhares de números e letras que dizem o que é o nosso, por quanto tempo o será e o quanto é nosso. Nesses dias já não podemos ter aquilo que não pudermos comprovar que temos. Esta é uma ideia tão impregnada em nosso modo de viver, que não nos damos conta de quantas vezes ao dia verificamos se tudo "o que é nosso" está onde deveria estar. Contudo, quantas vezes alcançamos um grande sonho, um primeiro ou segundo grande amor, um casamento, uma faculdade, uma carreira muito bem-sucedida, um doutorado, dinheiro, e ao ter o troféu em mãos, pouco tempo depois surge a sensação de que não era só até ali que se queria tanto ir, e novamente nos lançamos à busca de uma nova conquista.

"Dar é melhor que receber". Essa frase é quase um slogan dos movimentos "vamos lutar por um mundo melhor", mas apesar de clichê, ela nos diz muito a respeito de ser feliz. Antes que você comesse a vender seus bens, é bom dizer que aqui estamos falando de ideias, ideias que se firmem em ideais. Ser feliz é fácil, se você for capaz de dar as coisas, inclusive a si mesmo. Para quem já teve a oportunidade de perceber que se sente melhor dando um pedaço de comida a quem precisa, e ver um sorriso de gratidão, do que terminar de comer seu segundo hambúrguer, ou para quem conseguiu notar que perdoar pode aliviar mais que um perdão recebido, ou teve a oportunidade de assumir um erro, pedir e receber um perdão não merecido, deve entender um pouco do significado disso. Só não podemos confundir a alegria de uma boa ação com felicidade, pois o que caracteriza a felicidade nesses três casos, não é a ideia de ter tido uma boa atitude, mas a certeza de ter recebido algo que te faz sentir bem e que ninguém pode tirar de você, a não ser você mesmo.     

Diferente da alegria, que pode ser grande ou pequena e mudar inesperadamente, a felicidade é uma constante. Ela é uma certeza completa de paz. Uma paz que você ganha através de um ideal: acreditar que você tem tudo o que precisa. A felicidade não aumenta com o ganho repentino de uma fortuna, ou diminuiu com a morte súbita de toda a família. Por isso saber dar a si mesmo é uma premissa, ora tem-se que abrir mão do orgulho de não querer perder algo, ora do orgulho de não querer ganhar. Quando acreditamos, além de nós mesmos, que tudo vai acabar exatamente como deveria acabar, e nos conformamos com isso, ganhamos algo que não nos pode ser tirado. Felicidade é aquela sensação que tudo aconteceu da forma que deveria acontecer, mesmo sem ainda ter chegado a parte boa da história. É a esperança que se transforma em certeza. Quem tem certeza, não vacila, não desmorona, não se precipita, não tem motivos para ser infeliz.

Mesmo tudo soando à filosofia de boteco, a ideia original não se contradiz, a felicidade vem de fora de nós, afinal, seria impossível existir pessoas com tanta certeza em si mesmas. Em verdade, de certa forma até que elas existem, e normalmente costumamos chamá-las de teimosas ao extremo, mas aqui vamos nos ater a certeza que traz paz e não somente determinação. O desafio agora é a dificuldade de encontrar uma fonte, algo em que podemos depositar nossas esperanças e fazê-las virar certezas. Mesmo sem perceber, as pessoas inconscientemente buscam essa fonte. Podemos facilmente observar isto em uma breve análise da grande quantidade de vícios e religiões existentes. O homem sozinho não encontra tamanha certeza em si mesmo. Todos buscam uma fonte de cura para os medos e desilusões.

Mesmo sem a possibilidade de existir alguém com essa certeza absoluta, houve um homem que foi além de ser um simples alguém e marcou a história sendo conhecido como filho de Deus. Ele disse que se alguém bebesse da água que ele desse, este já não teria sede. Afirmou que ele próprio seria a rocha que sustentaria aqueles que o seguissem e como mestre, deu-se a si mesmo em sacrifício, como exemplo máximo de doação. Não houve outro além dele que marcasse o tempo entre antes e depois de sua existência. Ele foi um exemplo tão grande de certeza, que aqueles que tentaram meramente imitá-lo mataram em seu nome, mas os que dele ganharam certeza, mesmo morrendo ou perseguidos espalharam a mesma certeza a quase todos os povos. Um homem não pode ter plena certeza em algo que não é uma verdade, e Jesus se colocou como verdade e único caminho. Logo, não há felicidade sem certeza, não há certeza sem verdade e não há verdade sem Jesus.

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6)
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
João 14:6
-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
João 14:6

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