quarta-feira, 30 de abril de 2008

Espectro

Onde quer que vá eu
Não há marcas que comprovem
Pois sou espectro, não homem
Não possuo o próprio corpo meu

Como farol distante observo
A existência dos viventes
Seres vagantes, doentes
Sem a cura que busco, que quero

Sou pensante, sou amante
Sou calhorda, um farsante
Sou eterno sonhador!

Engano homens num instante
De que vivo, amante e confiante
mas não vivo, eu sou é dor!

Nenhum comentário: