sexta-feira, 2 de maio de 2008

Dançinha triste

Eu proucurei um disfarce, mas
Não houve em mim qualquer jeito
Aos outros olhos era como louco
Queriam tirar-te de minh'alma

Mas nunca conseguiriam o fazer
Como levariam-te de mim afinal
Não existe nem no sobrenatural
Algo que remova de mim teu ser

Então disseram-me como amigos
Que nada em excesso faria bem
Que separar era um bem também
Assim estaríamos sempre juntos

Me convenceram que merecias mesmo
Que o propósito real era ajudar-te
Valorizar de ti cada ínfima parte
O tempo que merecias estar à ermo

Sabiam que jamais negaria algo
Que de ti fosse em prol minha dama
E uns ponteiros com forma estranha
Diriam a hora de falar contigo

Eles tinham seu próprio compasso
Pensei nessa loucura, viver assim
Eternamente dançando; e se no fim
Eu tropeçar em meu próprio passo?

Agora choro sozinho com a lembrança
Não existe mais razão no outrora dito
Ah se me voltasse aquele tempo bendito
Dos teus abraços cheios d'esperança

Agora já fostes embora na procura
De alguém que te ocupe todo o tempo
E outros, como você, foram embora
Sobrou-me minha dança: o contratempo

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