sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ponteiros

Ao ver a vida dos seres que já se foram
Que o tempo neles se foi como em mim se vai
Tudo por este vício de contarmos as horas
Perdemos um tempo que não volta-nos mais

Tic-tac! Prim, Prim! o relógio enfim falou
E como aqueles ouvintes que nunca escutam
Que sempre olham, p'ra saber o que falaram
Usamos tempo, p'ra ver o tempo que já passou

Contudo, poderia ser o tudo diferente?
Nesta cultura ansiosa por criar rotinas
Um ser sem ponteiros não seria gente

Torno-me, de agora, um rebelde p'ro tempo
Que se notar-mos, é o pior dos inimigos
Sua fama é levar os amores, nossos grandes amigos

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